O ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho debateram a força da democracia brasileira e a prisão de Jair Bolsonaro durante uma entrevista com a imprensa internacional, em meio à divulgação do filme “O Agente Secreto”.
Wagner Moura demonstrou otimismo, ponderando que a prisão de Bolsonaro é uma “demonstração da força da nossa democracia”, sendo um feito “notável” que a democracia brasileira se provou mais forte do que se pensava.
Kleber Mendonça Filho, por outro lado, mantém uma visão mais cautelosa sobre os rumos da extrema-direita. O diretor de “O Agente Secreto” disse que, embora um golpe tenha sido evitado, o cenário “parece frágil”, citando a deposição de Dilma Rousseff em 2016 por um “Congresso completamente corrupto”. Ele concorda, no entanto, com Moura, que o Brasil agiu de forma decisiva após os atos de 8 de janeiro por causa da memória da ditadura.
A discussão é contextualizada pelo lançamento do filme, que aponta a participação da elite financeira e das empresas na manutenção de regimes de poder.
Com a produção, o Brasil fez história ao conquistar três indicações ao Globo de Ouro — prêmio que abre a corrida para o Oscar 2026. “O Agente Secreto” concorre a Melhor Filme Internacional e Melhor Filme de Drama, e Wagner Moura foi indicado na categoria Melhor Ator.
O filme está em cartaz nos cinemas brasileiros.

