Na última quarta-feira (11), uma pesquisa eleitoral divulgada sobre município de Viçosa chamou a atenção de analistas políticos e de moradores da cidade. O candidato João Victor (Republicanos), até então sempre vice em todos os levantamentos, apareceu liderando as intenções de voto com 41%.
Segundo os números do Instituto DataSensus, João Victor aparecia inclusive à frente do atual prefeito, Davi Brandão (MDB), líder invicto durante toda a campanha eleitoral. Acontece que, nesta quarta-feira (13), a juíza Juliana Batistela Guimarães de Alencar da Zona Eleitoral de Viçosa, emitiu uma decisão em que impede a divulgação da pesquisa por suspeita de fraude eleitoral.
“Há suspeita de fraude na pesquisa eleitoral n. 04272/2020, produzida pelo Instituto DataSensus, e, por isto, está vedada a sua divulgação em qualquer meio, podendo as pessoas que descumprirem esta ordem serem responsabilizadas nos termos da lei”, aponta um trecho da decisão.
A juíza justifica que o provável caráter tendencioso da pesquisa eleitoral aparece por conta do vínculo do Sr. Eugênio Albuquerque com a empresa representada e com o candidato à prefeitura de Viçosa João Victor Calheiros Santos.
Segundo a juíza, é suspeita de fraude uma pesquisa em que a pessoa que representa o instituto de pesquisa se apresenta publicamente, em redes sociais, apoiando um dos candidatos cujos eleitores são auferidos na pesquisa. “Com efeito, um instituto que produz pesquisas eleitorais necessita ter conduta imparcial a fim de que haja legitimidade em seu trabalho, sob pena de ser considerada fraudulenta”, completa o texto.
Além de suspender a divulgação da pesquisa, a decisão aplicou uma multa de R$ 100.000,00, que deve ser paga num prazo de trinta dias.

