A Câmara Municipal de Maceió transformou a sessão desta quarta feira (22) em um espaço de defesa da capital e debate sobre gestão pública. O estopim foi a recente declaração polêmica do vereador de Aracaju, Nitinho Vitale, que utilizou o termo favela para se referir à orla maceioense. O vereador David Empregos levou o tema ao plenário, classificando a fala como infeliz e desconectada da realidade, ressaltando que, embora o ordenamento seja necessário, a orla é o sustento de centenas de trabalhadores e um dos maiores ativos turísticos do Nordeste.
Durante o debate, o vereador Leonardo Dias pontuou que a prefeitura não deve atuar nos extremos da repressão ou da liberação total, defendendo uma padronização que concilie o direito ao trabalho com a sustentabilidade do turismo. No mesmo tom, Charles Hebert alertou que críticas infundadas podem prejudicar a imagem da cidade para os visitantes, enquanto o Pastor João Luiz focou na necessidade de investimentos municipais constantes em infraestrutura e estacionamentos. A vereadora Silvania Barbosa, que presidiu a sessão, reforçou a urgência da regulamentação de ambulantes que aguardam há mais de uma década por segurança jurídica.
A sessão também foi marcada por um intercâmbio legislativo com a visita do vereador Benigno Júnior, de Fortaleza (CE). Recepcionado pelo presidente Chico Filho, o parlamentar cearense conheceu as instalações da Casa de Mário Guimarães e acompanhou as discussões sobre o desenvolvimento regional. O consenso entre os edis maceioenses foi de que a orla de Maceió exige zelo técnico e social, mas sua beleza e importância econômica são indiscutíveis e devem ser protegidas contra ataques externos que desqualifiquem a dinâmica urbana da capital alagoana.

