O governo da Venezuela subiu o tom neste sábado (3) ao denunciar que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos atingiram áreas urbanas e a população civil. Em um pronunciamento carregado de tensão, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, confirmou que mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate atingiram localidades em Caracas, como o forte militar Fuerte Tiuna, além de áreas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Segundo o general, as forças de inteligência ainda estão contabilizando o número de mortos e feridos em decorrência do que chamou de “ataque vil e covarde”. Testemunhas relataram que as explosões na capital duraram cerca de uma hora, fazendo janelas tremerem em diversos bairros e deixando várias zonas de Caracas sem energia elétrica. O som de aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude causou pânico entre os moradores durante a madrugada.
Como resposta imediata, Padrino López anunciou o “desdobramento massivo” de todos os meios de defesa do país, incluindo sistemas terrestres, navais, aéreos e de mísseis. “Vamos ativar todos os sistemas de armas para a defesa integral da pátria”, afirmou o ministro em vídeo divulgado nas redes sociais, sinalizando uma resistência militar contra a intervenção liderada por Donald Trump.
A Venezuela apelou formalmente aos organismos multilaterais e à comunidade internacional para que condenem a ação norte-americana, classificando-a como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. Enquanto o paradeiro de Nicolás Maduro permanece incerto após o anúncio de sua captura pelos EUA, as Forças Armadas venezuelanas tentam manter o controle das áreas estratégicas sob intenso bombardeio.

