Em um movimento diplomático surpreendente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou formalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o recém-criado “Conselho de Paz”. O órgão terá a missão estratégica de supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza e buscar o fim definitivo do conflito entre Israel e o Hamas. A informação foi confirmada neste sábado (17).
A carta-convite foi enviada diretamente a Lula por meio da Embaixada brasileira em Washington. O plano de Trump prevê a formação de um “Conselho Executivo fundador”, presidido por ele mesmo, e que já conta com nomes de peso como Jared Kushner, o enviado Steve Witkoff e o diretor-geral do Banco Mundial, Ajay Banga. Além do Brasil, países como Argentina, Paraguai, Egito, Turquia e Canadá também foram convidados a compor o comitê internacional.
O governo norte-americano detalhou que o plano ainda está em fase de desenvolvimento, mas Trump já adiantou que a desmilitarização completa do Hamas é uma condição inegociável. “O povo de Gaza já sofreu o suficiente”, declarou o republicano em suas redes sociais, sinalizando que a reconstrução virá acompanhada de um rígido controle de segurança na região.
Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou se Lula aceitará o convite. A decisão é vista como um dilema diplomático: de um lado, a oportunidade de o Brasil retomar protagonismo em grandes questões globais; de outro, a necessidade de alinhar o convite com a tradicional postura da diplomacia brasileira sobre o conflito no Oriente Médio. O Itamaraty deve avaliar os termos da participação nas próximas semanas antes de um anúncio oficial.

