O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta terça-feira (27/1), que enxerga avanços positivos no processo de resolução da guerra da Ucrânia, após as negociações realizadas entre representantes de Kiev, Moscou e Washington em Abu Dhabi.
“Estamos vendo coisas muito boas acontecendo na Ucrânia e na Rússia”, afirmou o presidente.
Trump voltou a reforçar a avaliação, sem entrar em detalhes sobre o conteúdo das negociações ou possíveis concessões entre as partes.
Questionado se estaria sendo reconsiderada a possibilidade de um encontro pessoal com o presidente russo, Vladimir Putin, em Budapeste, o líder norte-americano evitou responder diretamente.
No mesmo contexto, o governo ucraniano reforçou que o presidente Volodymyr Zelensky está disposto a se encontrar pessoalmente com Vladimir Putin, caso isso ajude a destravar os principais impasses da guerra.
“É precisamente para resolvê-los que o presidente está disposto a se encontrar com Putin e discutir o assunto”, afirmou o chanceler, ao se referir aos impasses territoriais.
Segundo Sybiga, um encontro direto entre os dois líderes pode ser decisivo para avançar nos pontos mais sensíveis do conflito. Ele destacou que as negociações evoluíram após a retomada do envolvimento ativo dos Estados Unidos e passaram a ter um caráter mais técnico e objetivo.
Apesar do tom mais otimista adotado por Trump e da disposição ucraniana para o diálogo direto, o principal obstáculo segue sendo a disputa territorial no leste da Ucrânia.
Atualmente, a Rússia ocupa cerca de 20% do território internacionalmente reconhecido como ucraniano, incluindo áreas das regiões de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.
Moscou exige que Kiev abandone formalmente qualquer reivindicação sobre esses territórios, anexados pela Rússia em 2022 após referendos não reconhecidos pela comunidade internacional — condição considerada inaceitável pelo governo ucraniano.

