O deputado federal Pedro Vilela (PSDB) é cotado para ser o candidato a suplente na mais do que provável candidatura de Renan Filho (MDB) ao Senado.
Vilela substituiria o nome que chegou a ser cogitado inicialmente: o da esposa do ex-governador, a ex-primeira-dama Renata Calheiros.
Fonte próxima das articulações para formação de chapas alega o fator que servirá de diretriz para a escolha: “são cargos que existem para somar”, diz, referindo-se ao de suplente, bem como de outro cargo para o qual as alianças já apontam nome diferente do que está posto: o de vice do também mais que provável candidato à reeleição Paulo Dantas.
No lugar do médico José Wanderley Netto (MDB), vice-governador de Alagoas pela segunda vez, o parceiro de Dantas na corrida para se manter no Palácio República dos Palmares seria o ex-prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSD).
De fato, entre as normas elementares da política está a de que os cargos de vice (para o Executivo) e de suplente (para o Legislativo) têm como principal vocação permitir alianças: são oferecidos a aliados em troca de apoio.
Ainda assim, o nome da ex-primeira-dama tinha sido cogitado como suplente do ex-governador, apontado como favorito à vaga em disputa este ano (nas eleições gerais de 2026, os eleitores escolherão dois nomes para o Senado).
Além de ir de encontro à tradição política de que o cargo é para negociação, o anúncio, ainda que não oficial, causou desconforto entre alguns dos próprios aliados, por ser um nome “de casa” demais.
Hoje, entre aliados, do partido ou não, já se tem como certo que “dificilmente” o nome da ex-primeira-dama será mantido.
Assim como o do atual vice-governador.
A expectativa – ou mesmo disputa – em torno do nome de suplente para Renan Filho se reveste da importância que a conjuntura dá à pré-candidatura: o favoritismo o põe como virtualmente eleito e numa também favorita vitória do pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – até cogitada por muitos para o primeiro turno, a avaliação é de que, caso presidente, Lula colocaria o ex-governador de Alagoas num Ministério.
Na visita que fez ao Estado, na última sexta-feira (17), Lula não poupou elogios a RF.
Colocou-o como um dos da “melhor safra de governadores do Nordeste que já tivemos” e até brincou de provocar o colega de chapa, Geraldo Alckmin (PSB), ex-governador do mais rico estado brasileiro.
Em classificação recente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), São Paulo foi desbancado por Alagoas como o de melhor malha de estradas no país.
A isso se aliaria a intenção de Renan Filho de retornar ao governo em de Alagoas em 2026.
Ou seja: quatro anos de mandato praticamente certos para quem for seu suplente agora.
A avaliação que se faz entre os interlocutores do projeto reeleição de Paulo Dantas (desta vez, numa eleição direta) é de aguardar o desempenho do ex-prefeito Rui Palmeira nas pesquisas.
Se não deslanchar, seria feito o convite para compor chapa com o atual governador.
No âmbito pessoal, é tido como certo que a eventual substituição não causaria embaraços para o atual vice.
O cardiologista é um “homem de partido”, ou seja, alguém que assume as missões colocadas pela legenda. Resta saber qual o reflexo que terá a mudança para a liderança representada pelo presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, prefeito de Cacimbinhas e filho do vice-governador – que, pelo menos no âmbito político, poderia se prejudicar com a saída do pai.
A reportagem procurou o deputado federal Pedro Vilela para se pronunciar sobre as articulações.
Segundo assessoria, a posição é de que “a Federação PSDB-Cidadania está tendo conversas internas para decidir que caminho deve adotar na eleição deste ano”.
Fonte – Portal Acta
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