O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, teria realizado um voo em aeronave vinculada a uma empresa que tinha como sócio o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo, com base em registros da Anac e do Decea.
Segundo a reportagem, o voo ocorreu em 4 de julho de 2025. Na ocasião, Toffoli teria acessado o terminal executivo do aeroporto de Brasília por volta das 10h. A aeronave, de prefixo PR-SAD, decolou às 10h10 com destino a Marília (SP), cidade natal do ministro.
No mesmo dia, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região foram deslocados para o município de Ribeirão Claro (PR), onde está localizado o Resort Tayayá, frequentado por Toffoli e situado a cerca de 150 quilômetros de Marília. De acordo com o STF, o deslocamento ocorreu para atender a uma autoridade.
O resort foi inicialmente construído pela família do ministro, mas posteriormente vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, que atua para os empresários Joesley Batista e Wesley Batista. Em abril de 2025, Barbosa passou a deter a totalidade das cotas do empreendimento após adquirir participações de familiares de Toffoli.
Ainda segundo a publicação, até o ano passado, Fabiano Zettel — cunhado e operador financeiro ligado a Vorcaro — também figurava como sócio no empreendimento.
A Folha informou que procurou o ministro, mas não obteve resposta. A defesa de Daniel Vorcaro também não se manifestou. Já a empresa Prime Aviation declarou que, por questões contratuais e em respeito à Lei Geral de Proteção de Dados, não divulga informações sobre usuários de suas aeronaves.
A reportagem também aponta que o ministro Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam realizado ao menos sete voos em jatos executivos ligados a empresas de Daniel Vorcaro. Um dos deslocamentos, segundo o jornal, ocorreu em aeronave que também tinha participação de Fabiano Zettel.

