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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Toffoli diz não ver impedimento no caso Master; parlamentares pedem afastamento e Fachin convoca reunião no STF
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    Toffoli diz não ver impedimento no caso Master; parlamentares pedem afastamento e Fachin convoca reunião no STF

    2026-02-12T18:02:09-03:000000000928202602

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (12) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que não identifica impedimento ou suspeição que justifique sua saída da relatoria das investigações envolvendo o Banco Master.

    Segundo informações divulgadas pelo site O Antagonista, Fachin convocou uma reunião com os demais ministros do Supremo para comunicar o recebimento de um relatório da Polícia Federal (PF) e também para informar a manifestação de Toffoli. O documento da PF aponta a existência de mensagens, ligações telefônicas e até um convite feito por Toffoli a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

    Durante sessão plenária, Fachin mencionou que o tema deverá ser tratado inicialmente com sustentação oral e, posteriormente, discutido internamente pelos integrantes da Corte.

    Pedido de afastamento

    O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolaram junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedidos para o afastamento de Toffoli da relatoria do caso. Vieira solicitou que a PGR formalize uma arguição de suspeição contra o ministro.

    De acordo com o senador, a representação se baseia, entre outros pontos, em informações de que a Polícia Federal identificou referências a Toffoli em mensagens extraídas do celular de Vorcaro.

    No documento encaminhado, Vieira afirma que, em 11 de fevereiro de 2026, tornou-se público que a PF enviou ao presidente do STF um relatório sigiloso com dados obtidos na perícia do aparelho do controlador do banco. O parlamentar sustenta que o teor das mensagens reforçaria suspeitas de proximidade incompatível com a imparcialidade exigida.

    Ainda segundo a argumentação apresentada, haveria indícios de possível vínculo comercial envolvendo a empresa Marít Participações S.A., controlada por familiares de Toffoli, que teria recebido recursos de operações ligadas ao investigado. Para o senador, tal contexto poderia configurar interesse econômico indireto e, consequentemente, justificar a suspeição.

    Vieira também menciona dispositivos do Código de Processo Civil que tratam da suspeição por amizade íntima ou interesse na causa, destacando que a análise das mensagens poderia indicar relação próxima inadequada entre julgador e investigado em processo que apura possíveis crimes financeiros, como organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Até o momento, o caso segue em discussão no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

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