Em meio ao aumento da violência contra as mulheres em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) vê no eleitorado feminino um dos principais desafios eleitorais para 2026.
Sondagens publicadas recentemente evidenciam a dificuldade de Tarcísio conquistar o voto feminino, enquanto a primeira-dama, Cristiane Freitas, ganha cada vez mais espaço no Palácio dos Bandeirantes, como uma estratégia de aproximação desse público.
A rejeição entre eleitoras é um problema para Tarcísio tanto em uma eventual disputa à Presidência da República, quanto numa disputa à reeleição – cenário que ganhou mais força após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escolher o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu candidato ao Planalto.
Para o marqueteiro político Felipe Soutello, a aprovação do governo Tarcísio está dentro dos padrões de ex-governadores.
Ele estaria um pouco mais bem avaliado do que João Dória (PSDB) e com a aprovação levemente mais baixa do que os primeiros mandatos de Geraldo Alckmin (PSB) e José Serra (PSDB), mas há uma dificuldade de Tarcísio com os eleitores da capital e entre as mulheres.
“Normalmente, os governadores paulistas tinham uma aprovação equilibrada ou superior do público feminino em relação ao público masculino. Tarcísio é o único governador desses últimos 20 anos que tem uma aprovação invertida. Ele tem uma aprovação acima de 10 pontos percentuais entre os homens em relação às mulheres”, analisou Soutello.

