O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (23/1) que não sofre qualquer tipo de pressão para intensificar o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo ele, não houve pedido nesse sentido por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao comentar o tema, Tarcísio reiterou que estará ao lado de Flávio na disputa presidencial e voltou a assegurar que pretende concorrer à reeleição ao governo paulista. A declaração ocorre em meio a rumores, inclusive entre aliados, de que o governador ainda avaliaria uma possível candidatura ao Palácio do Planalto.
“O presidente nunca me pressionou. Por nada. Nosso relacionamento sempre foi de amigo. Nunca foi de me pedir nada. A única coisa que ele me pediu foi para ser candidato ao Governo do Estado de São Paulo. Então é uma pessoa que eu tenho uma profunda amizade, uma profunda admiração. Não tem nada de pressão. Até porque agora a gente vai trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro”, afirmou Tarcísio durante a entrega de um conjunto habitacional em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
As especulações sobre um eventual projeto presidencial do governador ganharam força após o cancelamento de uma visita que ele faria ao ex-presidente, atualmente preso na Papudinha, na quinta-feira (22/1). De acordo com aliados, a decisão teria ocorrido depois de Flávio Bolsonaro informar à imprensa que o pai reforçaria junto a Tarcísio a importância de sua reeleição para a estratégia da campanha presidencial do senador.
De forma pública, Tarcísio atribuiu o cancelamento a questões de agenda e a uma “razão pessoal”, esclarecendo que um novo encontro já foi marcado para a próxima quinta-feira (29/1). “O cancelamento é questão de agenda, não tem nada a ver. Quando você marca uma visita, o tribunal (STF) atribui uma data. E pode acontecer de naquela data não ser possível por uma razão qualquer. Eu tinha uma razão pessoal, não podia ir naquela data. Imediatamente pedi outra data para o Supremo, que já foi autorizada, vai ser quinta da semana que vem. Estarei lá para dar um abraço no meu amigo Jair Bolsonaro. Para prestar todo o meu apoio e solidariedade, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar do que a gente está fazendo aqui e dizer que nós vamos estar sempre juntos”, declarou.
Apesar de afirmar que solicitou o reagendamento assim que a data foi definida pelo ministro Alexandre de Moraes, o governador chegou a dizer, em entrevista coletiva, que compareceria ao encontro. O cancelamento, no entanto, ocorreu poucas horas depois das falas de Flávio Bolsonaro à imprensa.
Na avaliação de Tarcísio, as especulações sobre seu nome fazem parte do cenário político por ele ocupar o comando do maior estado do país, cargo frequentemente associado a possíveis candidaturas presidenciais. “Eu sempre falei do meu respeito e da minha lealdade ao presidente Bolsonaro. E dizia mais: o meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar. Ele indicou o Flávio. Então meu nome a partir de agora é o Flávio Bolsonaro. Nada diferente do que eu falo desde 2023”, reforçou.

