A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) registrou, ao longo de 2025, uma redução significativa nos casos de dengue e zika no estado. A queda foi confirmada após a consolidação dos dados epidemiológicos e a comparação com os indicadores de 2024.
Segundo a Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde (Sevisa), Alagoas contabilizou 7.955 casos prováveis de dengue em 2025, número que representa uma diminuição de 55,6% em relação ao ano anterior. No período, foram confirmados dois óbitos em decorrência da doença. A redução também é observada quando comparados os dados mensais: enquanto em janeiro de 2023 foram registrados 260 casos prováveis, em janeiro deste ano o número caiu para 174.
Os casos de zika também apresentaram leve retração. Ao longo de 2025, o estado registrou 68 ocorrências prováveis da doença, o que corresponde a uma redução de 1,4% em comparação com 2024. Três gestantes foram diagnosticadas com o vírus, e não houve registro de mortes associadas.
Apesar do cenário positivo, a Sesau alerta para a necessidade de manter as medidas de prevenção, especialmente durante o verão. O coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses, Clarício Bugarim, destacou que o resultado é fruto do trabalho integrado de combate ao Aedes aegypti e da participação da população.
“A queda nos casos mostra que as ações de controle, aliadas à mudança de hábitos dentro de casa e ao engajamento das comunidades, têm sido eficazes. Cada foco eliminado e cada atitude preventiva contribuem diretamente para salvar vidas”, afirmou.
O alerta se intensifica diante do aumento expressivo dos casos de chikungunya. Em 2025, Alagoas registrou 3.833 casos prováveis da doença, um crescimento de 801,9% em relação ao ano anterior, além da confirmação de um óbito. Também foram contabilizados 36 casos de febre do oropouche, sem registros de mortes.
“Com o avanço da chikungunya, reforçamos a importância do monitoramento contínuo, do diagnóstico precoce e da busca imediata por atendimento médico ao surgirem os sintomas. Atualmente, a Sesau utiliza o diagnóstico triplex, considerado referência no país, que identifica dengue, zika e chikungunya em um único exame, permitindo respostas mais rápidas e eficazes”, concluiu Clarício Bugarim.

