A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, negociado por mais de 25 anos, ocorrerá neste sábado (17/1), em Assunção, no Paraguai, sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O país sedia a cerimônia por exercer a presidência rotativa do bloco sul-americano.
O tratado cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 780 milhões de consumidores e abrangendo aproximadamente um quarto do PIB global. Com a autenticação, os dois blocos econômicos se comprometem a eliminar gradualmente tarifas de importação sobre a maior parte dos produtos comercializados entre eles.
Lula não comparecerá ao evento e será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A ausência se dá porque, inicialmente, a expectativa era de que o encontro ocorresse a nível ministerial, já que o acordo é assinado pelos ministros dos países. No entanto, a presidência paraguaia decidiu ampliar a reunião com a presença de chefes de Estado.
O governo avaliou que o Paraguai não cumpriu o combinado inicial e o titular do Planalto decidiu não ir. Mesmo assim, a cerimônia em Assunção será marcada pela presença de líderes europeus e presidentes de países do Mercosul. São esperados os presidentes da Argentina, Javier Milei; do Uruguai, Yamandú Orsi; e da Bolívia, Rodrigo Paz.
Embora não participe da assinatura formal, Lula se reuniu nessa sexta-feira (16/1) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para celebrar politicamente o avanço do acordo.
Na ocasião, o brasileiro classificou o pacto como uma “parceria baseada no multilateralismo” e ressaltou que os blocos compartilham valores, como o respeito à democracia e aos direitos humanos. Já von der Leyen elogiou o petista pelo empenho das negociações e defendeu relações comerciais baseadas em regras, cooperação e no respeito à democracia.

