O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a gerar repercussão após defender a criação de uma contribuição de 1% sobre o salário de profissionais formados em universidades federais.
A proposta foi apresentada durante entrevista ao Grupo ND+, de Santa Catarina, e prevê que ex-alunos passem a contribuir financeiramente apenas após ingressarem no mercado de trabalho. Segundo Zema, a ideia seria uma alternativa para ajudar no financiamento do ensino superior público sem a cobrança de mensalidades durante o curso.
De acordo com a proposta, o percentual seria descontado do salário dos profissionais já formados em instituições federais. Para o ex-governador, a medida funcionaria como uma forma de fortalecer o financiamento das universidades públicas.
A declaração provocou reação de entidades sindicais e especialistas ligados à educação, que criticaram a proposta e afirmaram que ela pode abrir espaço para redução da responsabilidade do Estado no financiamento do ensino superior.
Por outro lado, setores ligados ao pensamento liberal defenderam a ideia e afirmaram que a proposta reforça o discurso de controle de gastos públicos adotado por Zema ao longo da trajetória política.
O tema também reacendeu debates sobre outras declarações recentes do ex-governador envolvendo educação e trabalho juvenil. Em entrevista anterior, Zema defendeu a flexibilização de regras relacionadas ao trabalho de adolescentes, comparando a situação brasileira aos Estados Unidos.
Após a repercussão negativa, o político afirmou que sua intenção era defender a ampliação do programa Jovem Aprendiz para adolescentes a partir dos 14 anos, argumentando que a medida poderia contribuir para afastar jovens da criminalidade.

