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    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Rocinha concentra arsenal do tráfico e revela nova dinâmica no comércio ilegal de armas no Brasil

    2025-07-14T22:49:05-03:000000000531202507

    A Rocinha, maior favela do Brasil, localizada entre os bairros da Gávea e São Conrado, no Rio de Janeiro, tornou-se um dos principais centros de poder do Comando Vermelho (CV). Estimativas indicam que o arsenal da facção na comunidade soma cerca de 1.500 fuzis, número sete vezes superior ao armamento de um batalhão operacional da Polícia Militar. A informação é de reportagem do jornal O Globo.

    Com aproximadamente 72 mil moradores, segundo o Censo 2022 do IBGE, a Rocinha consolidou-se como um reduto estratégico do tráfico após oito anos de confrontos com a facção rival Amigos dos Amigos (ADA). O local também atrai criminosos de outros estados, reforçando um modelo de organização baseado em territórios fortemente armados e com pouca presença do Estado.

    O tráfico de armas, segundo a Polícia Civil, passou a operar em escala de atacado. Chefes de facção hoje compram grandes lotes de armamento e munição, revendendo para diversos grupos, incluindo milícias e outras organizações criminosas. Interceptações telefônicas mostram negociações envolvendo centenas de caixas de munição e fuzis, com valores que superam os R$ 300 mil por transação.

    A Polícia Civil do Rio informa que, em 2023, foram apreendidos 725 fuzis no estado, uma média de dois por dia. Parte significativa desse armamento é composta por “copyfakes” — réplicas não autorizadas de modelos norte-americanos — produzidas com peças de diferentes origens e comercializadas por valores inferiores aos modelos importados.

    O fluxo internacional de armas também permanece ativo. O Paraguai e outros países da América do Sul são apontados como pontos de entrada, com o armamento seguindo por rodovias até os principais centros urbanos brasileiros. Entre os fuzis originais apreendidos, 60% vieram dos Estados Unidos, com presença também de equipamentos da República Tcheca, Alemanha e Romênia.

    No mercado legal, o número de armas registradas no Rio de Janeiro ultrapassou 115 mil em 2023, incluindo civis e órgãos públicos. O acesso de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) a armas de grosso calibre aumentou após a flexibilização de regras entre 2019 e 2022. Nesse período, mais de 30 mil fuzis foram adquiridos legalmente por CACs no país.

    Especialistas alertam para a falta de controle sobre o volume de munições. Até recentemente, proprietários de armas restritas podiam adquirir milhares de projéteis por ano, gerando um aumento expressivo na circulação de munição no Brasil. Em 2023, o governo federal limitou o acesso a armamentos de uso restrito, mas manteve autorizações para CACs possuírem até quatro armas desse tipo e adquirirem equipamentos para recarga.

    No mesmo ano, 55 armas registradas por CACs foram desviadas no estado do Rio, por meio de roubo, furto ou extravio, evidenciando a fragilidade na fiscalização e a permeabilidade entre o mercado legal e o crime organizado.

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