O reservatório localizado no antigo aterro sanitário do bairro São Jorge, em Maceió, foi esvaziado nessa quinta-feira (7) após preocupações levantadas por moradores da região. A área vinha sendo apontada como possível foco do mosquito transmissor da dengue.
Moradores da Rua Capitão Correia relataram que mais de 40 pessoas da comunidade apresentaram sintomas compatíveis com a doença no último mês. A situação aumentou o alerta da população sobre as condições do reservatório existente no antigo lixão da capital alagoana.
Durante a manhã, equipes técnicas da empresa responsável pelo monitoramento ambiental do local realizaram a retirada dos resíduos acumulados na estrutura. O trabalho ocorreu na área onde funcionava o antigo aterro sanitário de Maceió.
Em nota, a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana de Maceió informou que o espaço é monitorado regularmente pela empresa Orizon, responsável também pela operação do atual aterro sanitário da cidade. Segundo o órgão, o local passa por fiscalização contínua das equipes técnicas e dos fiscais da autarquia.
Além disso, a ALURB explicou que a lagoa existente na área recebe serviços semanais de sucção e manutenção periódica da manta de contenção, utilizada para evitar desgastes e vazamentos. A autarquia destacou ainda que o líquido armazenado não é chorume, mas lixiviado — substância formada pela diluição de matéria orgânica com água da chuva — e informou que equipes da Secretaria Municipal de Saúde, incluindo agentes de endemias, também acompanham a situação regularmente.

