O senador Renan Calheiros (MDB-AL) vai presidir a comissão especial do Senado criada para acompanhar as investigações sobre a atuação do Banco Master e a parceria com o Banco de Brasília (BRB).
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan foi indicado para coordenar o grupo formado por cinco senadores responsáveis por monitorar as apurações.
A comissão deve ser instalada no dia 4 de fevereiro. Segundo o senador, o colegiado deve solicitar acesso a informações bancárias com base na Lei Complementar nº 105, que trata do sigilo bancário.
Em publicação nas redes sociais, Renan alertou para um possível risco de até R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e fez críticas à atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso.
Outro ponto que deve entrar no foco da comissão é a análise de operações envolvendo fundos de investimento ligados entre si, com o objetivo de identificar o caminho do dinheiro e os beneficiários finais.
A investigação já gera repercussão no Congresso Nacional e pode atingir parlamentares do Senado e da Câmara que mantiveram relações políticas ou institucionais com o Banco Master. Também são citadas conexões com a Igreja Lagoinha.

