O senador Renan Calheiros (MDB) ingressou com uma ação popular na Justiça contra o município de Maceió, o ex prefeito João Henrique Caldas, o JHC, ex dirigentes do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Iprev), além de representantes da consultoria Crédito e Mercado e do Banco Master. O parlamentar alagoano solicita a anulação imediata de investimentos financeiros realizados pela previdência municipal e exige o ressarcimento aos cofres públicos de um prejuízo estimado em 117 milhões de reais.
De acordo com o texto da ação, o Iprev destinou 80 milhões de reais para a aquisição de Letras Financeiras do Banco Master em dezembro de 2023, realizando um novo aporte em maio de 2024. Renan Calheiros sustenta que as decisões foram tomadas sem critérios técnicos e sem uma análise adequada dos riscos envolvidos. Ele destaca na petição que as atas das reuniões do comitê que aprovaram as operações financeiras não registram qualquer avaliação formal sobre a solidez da instituição bancária privada, citando que em um dos encontros não houve sequer manifestação dos conselheiros sobre o tema.
A defesa do município justificou à época que a operação ocorreu para corrigir o desenquadramento de um fundo do Banco do Brasil. Contudo, o senador contesta o argumento, afirmando que a prefeitura substituiu um investimento seguro por títulos com prazo de resgate de dez anos e sem a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A auditoria aponta que Maceió é a única capital do país envolvida nesse tipo de operação com a instituição.

