Os Estados Unidos devem utilizar bases do Reino Unido para realizar ataques “defensivos” destinados a destruir mísseis iranianos e lançadores, segundo informações divulgadas recentemente. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o Reino Unido não participará de ações ofensivas, mas autorizou o uso de suas estruturas pelos norte-americanos.
Em declaração conjunta nesse domingo (1º), Alemanha, França e Reino Unido disseram estar dispostos a adotar medidas defensivas contra o Irã para proteger seus interesses e os de seus aliados no Golfo. Em vídeo publicado nas redes sociais, Starmer reafirmou o apoio britânico à autodefesa coletiva dos aliados.
“O Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada, por isso apoiamos a autodefesa coletiva de nossos aliados e de nosso povo na região”, declarou o primeiro-ministro, destacando que a decisão de não participar dos ataques foi deliberada, já que o país acredita que uma solução negociada é a melhor forma de avançar.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou à revista “The Atlantic” que a nova liderança iraniana deseja retomar negociações, e que ele concordou em dialogar. No entanto, Trump não deu detalhes sobre quando o encontro com representantes iranianos deve ocorrer.
Apesar do movimento diplomático, Trump destacou que a situação no Irã permanece delicada, mas afirmou acreditar na possibilidade de mudanças internas no país. Ele indicou otimismo cauteloso sobre o futuro das relações, mantendo, contudo, a postura defensiva dos Estados Unidos e aliados.

