O número de registros de armas para defesa pessoal no Brasil voltou a patamares semelhantes aos observados no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os anos de 2023 e 2025, foram concedidas 85.469 validações para aquisição de armas, conforme dados oficiais.
O volume registrado nos três primeiros anos do atual governo é inferior ao observado no mesmo período do primeiro mandato de Lula, quando houve 80.001 liberações, e representa uma queda expressiva em comparação à administração anterior. Em relação aos três primeiros anos do governo Jair Bolsonaro, a redução é de aproximadamente 80%, já que naquele período foram autorizados mais de 343 mil registros.
A diminuição está associada às medidas adotadas a partir de 2023, quando o governo federal editou decretos que revogaram normas de flexibilização e passaram a endurecer as regras para o acesso a armas de fogo. As mudanças começaram a produzir efeitos ainda no mesmo ano, refletindo na redução contínua dos registros concedidos.
Dados históricos indicam que o maior volume de autorizações nos anos iniciais de um governo ocorreu durante o segundo mandato de Lula, em razão de um processo amplo de recadastramento de armas após a implementação do Estatuto do Desarmamento. Na ocasião, prazos foram ampliados e parte dos cadastros enfrentou atraso para validação.
Os números evidenciam o impacto direto das diretrizes adotadas pelo governo federal na política de controle e acesso a armas no país.

