Com o tema “A Gente Pede Festa”, a quadrilha celebra seus 10 anos denunciando a falta de valorização da cultura popular e as dificuldades enfrentadas pelos grupos juninos. Nos últimos dias, porém, a Santa Fé afirma ter vivido na prática exatamente aquilo que leva para os palcos.
Durante o Concurso Municipal de Quadrilhas Juninas, organizado pela Prefeitura de Maceió no bairro do Jaraguá, diversos grupos denunciaram problemas de estrutura. Entre as reclamações estavam brincantes expostos à chuva, lama, falta de cadeiras, ausência de água e dificuldades no atendimento médico disponibilizado durante o evento.
A situação voltou a se repetir na madrugada desta segunda-feira (23), também em um evento promovido pela Prefeitura de Maceió.
Convidada pela organização do São João Massayó, também organizado pela Prefeitura de Maceió, para uma apresentação de 12 minutos, a Santa Fé permaneceu por cerca de quatro horas aguardando autorização para entrar em cena. Segundo o grupo, os integrantes ficaram expostos à chuva e foram encaminhados para um camarim já desmobilizado, sem água, alimentação ou estrutura mínima de acolhimento.
Já vestidos, maquiados e preparados para se apresentar, receberam a informação de que a apresentação havia sido cancelada em razão dos atrasos da programação organizada pela Prefeitura de Maceió.
A situação motivou a divulgação de uma nota de repúdio, na qual a quadrilha classificou o episódio como um desrespeito aos artistas e à cultura popular.
Para integrantes do movimento junino, o episódio reacende uma discussão antiga. Enquanto cidades do interior ampliam investimentos e fortalecem seus grupos culturais, quadrilhas de Maceió seguem denunciando dificuldades estruturais e falta de reconhecimento por parte do poder público municipal.
A gente pede festa. Mas também pede respeito.

