Ataques a escolas como o ocorrido nesta quarta-feira (5), em Blumenau (SC) — que vitimou fatalmente quatro crianças e deixou outras cinco feridas— poderiam ter sido evitados caso a Câmara dos Deputados tivesse aprovado o Projeto de Lei (PL) 1725/2019, que tornava obrigatória a instalação de detector de metal nas entradas das instituições de ensino públicas e particulares.
De autoria do deputado estadual Nivaldo Albuquerque (Republicanos-AL), o projeto foi apresentado no Poder Legislativo em março de 2019, mas acabou sendo arquivado pela Casa alguns meses depois.
Na época, Nivaldo Albuquerque fundamentou a elaboração do PL baseado no ataque à Escola Estadual Raul Brasil, ocorrido em março de 2019, em Suzano (SP), que deixou sete pessoas mortas. Na época, um adolescente e um homem encapuzados atacaram a instituição, e praticaram os crimes. Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região.
“Infelizmente não foi a primeira vez que esse tipo bárbaro de crime foi praticado no Brasil: ocorrências similares foram registradas em escolas de Salvador/BA (2002), Taiúva/SP (2003), Realengo, bairro do Rio de Janeiro/RJ (2011), São Caetano do Sul/SP (2011), João Pessoa/PB (2012), Goiânia/GO (2017) e Medianeira/PR (2018)”, justificou Nivaldo Albuquerque.
Para o parlamentar, é preciso que o poder público faça algo para evitar novas tragédias como a ocorrida nesta quarta-feira (5), em Blumenau. “O Congresso Nacional não pode estar alheio a esses fatos, devendo assumir a responsabilidade de apresentar soluções legislativas que permitam com que o ambiente de aprendizado volte a ser um local de absoluta segurança para os alunos, professores e colaboradores”, defendeu.

