Fazer projeção para candidatos proporcionais não é tarefa fácil. É preciso avaliar questões como desempenho nas pesquisas, tamanho do grupo político, apoios de cabos eleitorais, de ‘padrinhos’ políticos com mandato, além, claro da “estrutura”.
Eu tenho feito minhas projeções depois de ouvir quem entende do ramo.
Hoje trago as projeções para a Câmara de Vereadores de Maceió e vou dividir o espaço com o professor Marcelo Bastos, que faz essas estimativas a cada eleição – com excelente índice de acerto.
Dois fatos importantes a serem considerados: na legislatura atual são 21 vagas. Mas a partir de 2021 serão 25 vereadores.
A renovação na Casa Mario Guimarães deve ficar em torno de 50% considerando apenas as atuais vagas.
Marcelo avalia que a expectativa é de um quociente eleitoral na casa de 17 mil votos por vaga. Eu arrisco um número menor, entre 15,5 mil e 16 mil.
“Realizamos nossas projeções com base em pesquisas de consumo interno, desempenho de campanhas passadas dos candidatos, tamanho dos partidos e nas campanhas de rua e das redes sociais.”, aponta Marcelo Bastos.
Concordo em mais de 90% com as projeções do analista, que tem se mostrado um dos melhores na política alagoana.
Vejam as projeções de Marcelo
DEM: faz um. Nomes que brigam pela vaga: Simone Andrade e Gaby Ronalsa.
PP: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Davi Davino, Fátima Santiago, Aparecida do Cabo Luiz Pedro e Aldo Loureiro.
REPUBLICANOS: briga por uma vaga. Nome mais cotado: pastor Oliveira Lima.
PDT: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Judson Cabral.
PTC: faz um. Nome mais cotado: Samir Malta.
PRTB: faz um. Nome mais cotado: Silvânia Barbosa.
PT: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Todos mandato coletivo (Zé Roberto).
PROS: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Eduardo Rossister.
PSB: faz três e poderá brigar por uma quarta vaga. Nomes mais cotados: Francisco Sales, Siderlane, Dr. Cleber Costa e delegado Fabio Costa.
PSL: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Flávio Moreno.
PSDB: briga por uma vaga. Nome mais cotado: Teca Nelma.
PODEMOS: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Kelmann, Eduardo Canuto, Joãozinho, Alan Balbino e Beto da Farmácia.
MDB: faz seis e poderá brigar por uma sétima vaga. Nomes mais cotados: Chico Filho, Galba Novais, Luciano Marinho, IB Breda, Lobão, Dr. Ronaldo Luz, Ana Hora, Fernando Holanda, Olívia Tenório, Petrucia Camelo, Carimbão e Neri Almeida.
PSD: faz três e poderá brigar pela quarta vaga. Nomes mais cotados: Zé Marcio Filho, João Catunda, Alay Paranhos, Mauro Guedes, Rey Costa e Edlucio.
PSC: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga. Nomes mais cotados: Marcelo Palmeira, Brivaldo, Cal Moreira, Alan Pierre, Theo Fortes e Israel Lessa.
PC do B: briga por uma vaga. Nomes mais cotados: Joyce Elizabeth, Junior Só Reparos e Claudia Petuba.
OBSERVAÇÃO: os demais partidos em disputa pelo pleito não tem possibilidade de conquistar uma vaga por não atingirem o quociente eleitoral. Há no entanto a possibilidade de lutarem pela sobra das vagas.
Minhas projeções
Aqui apenas os meus “ajustes”. Nos demais itens, concordo com a projeção de Marcelo.
PSD: faz dois e poderá brigar pela terceira vaga. Nomes mais cotados: os mesmos
PSB: faz dois e poderá brigar por uma terceira vaga, desde que um dos candidatos “estoure” na votação. Nomes mais cotados: os mesmos
PT, PDT e PCdoB brigam entre si. Dos três partidos no máximo 2 farão vereadores. O mais provável é uma vaga para a “esquerda”.
Rede: Heloísa Helena continua no páreo e pode disputar vaga na “sobra”.
PSL, Republicanos e PSDB: Destes três partidos, dois devem eleger vereadores. A votação de Flávio Moreno, Oliveira Lima e Teca Nelma deve ser a maior, respectivamente, em cada partido. Mas eles podem “surpreender” para mais ou para menos.
Sobre o quociente eleitoral
Maceió tem 592 mil eleitores. A previsão de Marcelo é de um quociente na casa dos 17 mil votos. Boa estimativa. Minha projeção é para um número menor em função da pandemia. Calculei de 25% a 30% de abstenção em função da pandemia (nas eleições passadas o índice foi de 22,60% em Alagoas) e 10% a 12% de votos nulos e brancos (aqui conta também o erro do eleitor).
O quociente é calculado com base na divisão do total de votos válidos pelo número de vagas.
Fonte – Blog do Edivaldo Júnior

