Prefeitos e prefeitas de Alagoas iniciaram um debate sobre a possibilidade de estabelecer parâmetros — e até um teto — para a contratação de bandas e artistas em eventos promovidos pelas prefeituras.
A primeira discussão ocorreu durante reunião realizada na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió, na última segunda-feira (9). O encontro foi motivado pelo aumento dos cachês cobrados por atrações nacionais, situação que vem pressionando os orçamentos municipais, especialmente em cidades de pequeno e médio porte.
Segundo gestores municipais, a intenção é discutir critérios que ajudem a evitar uma inflação artificial nos valores cobrados por artistas e produtores, mantendo o equilíbrio das contas públicas sem comprometer a realização das festas populares.
Durante o encontro, o prefeito de Quebrangulo, Manoel Tenório, afirmou que o debate não é contra a cultura ou contra as festas tradicionais, mas busca garantir responsabilidade no uso do dinheiro público.
“Os prefeitos estão atentos à realidade financeira dos municípios. Precisamos discutir esses valores e construir um entendimento coletivo que preserve as tradições, mas também proteja as contas públicas”, afirmou.
O presidente da AMA e prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão, reforçou que a proposta é promover uma reflexão sobre as prioridades da gestão municipal.
“Não se trata de acabar com festas ou com a cultura popular. O que estamos discutindo é equilíbrio. Em alguns casos, o valor de um único show poderia representar investimentos importantes em áreas como saúde, educação ou habitação”, pontuou.
Para os gestores, o debate pode abrir caminho para uma discussão mais ampla entre municípios brasileiros sobre critérios de contratação artística, buscando preservar as tradições culturais sem comprometer a saúde financeira das prefeituras.

