O policial civil Yago Gomes Pereira, de 33 anos, uma das vítimas do duplo homicídio que chocou a corporação de Alagoas na madrugada desta quarta feira (20), havia sido aprovado na primeira fase de um concurso público para o cargo de delegado em Brasília e se preparava para realizar a segunda etapa do certame. Natural de Aracaju, Sergipe, o jovem agente também deixou uma filha que completará cinco anos de idade no final deste mês.
Yago e o colega Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, foram executados a tiros pelo também policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, dentro de uma viatura oficial no município de Delmiro Gouveia, localizado no Sertão alagoano. De acordo com as investigações, os três retornavam de uma diligência quando Gildate, posicionado no banco traseiro do automóvel, efetuou os disparos à queima roupa contra os companheiros que ocupavam os assentos dianteiros.
Em audiência de custódia realizada ainda nesta quarta feira, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Gildate em prisão preventiva, argumentando que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade do caso. O magistrado determinou que o autuado fique detido em cela isolada por ser agente de segurança pública, além de ordenar a realização imediata de exames toxicológicos nas vítimas e no acusado, perícia nos telefones celulares, análise de câmeras de monitoramento da região e oitiva de testemunhas que estavam no estabelecimento onde os policiais consumiram bebidas antes do crime.

