A Academia Nacional de Polícia, em Brasília, foi palco nesta sexta feira (8) da formatura do 62º Curso de Formação Profissional de Agente da Polícia Federal. Ao todo, cerca de 640 novos policiais passam a integrar os quadros da corporação, fortalecendo a capacidade operacional do Estado brasileiro em um momento estratégico de enfrentamento às facções e crimes transnacionais. A solenidade reuniu autoridades de destaque, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues, e o ex ministro Ricardo Lewandowski.
Durante a cerimônia, Lewandowski proferiu um discurso enfático sobre os desafios da segurança no século XXI. Ele pontuou que o crime organizado internacional se tornou uma das maiores ameaças globais, comparável em gravidade a pandemias, guerras e crises econômicas. Segundo o ex ministro, a missão dos novos agentes transcende as fronteiras territoriais, exigindo uma atuação integrada e tecnológica para desarticular redes que operam em escala global. Ele destacou que o Brasil tem ampliado sua cooperação com organismos como a Interpol e a Europol para garantir a eficácia dessas ações.
O ex ministro também reforçou a natureza republicana da instituição, lembrando aos formandos que a Polícia Federal é uma instituição de Estado e não de governo. Essa distinção garante que a atuação dos agentes seja pautada pela Constituição e pelo cumprimento de metas que visam a segurança da sociedade a longo prazo, independentemente de alternâncias políticas. Com a formatura desta nova turma, a PF ganha fôlego renovado para intensificar investigações de alta complexidade e proteger o patrimônio público, consolidando seu prestígio perante a população brasileira.

