A Polícia Federal (PF) decidiu suspender as gravações da oitava temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” em diversos aeroportos brasileiros, incluindo Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Galeão (RJ) e Fortaleza (CE). A medida representa um revés para a produtora Moonshot, que alega já possuir autorizações prévias para o início das filmagens.
Em nota oficial, a PF justificou a proibição baseando-se no “estrito cumprimento de normas constitucionais e regulamentares”. Segundo a corporação, as áreas restritas de segurança são classificadas como zonas prioritárias de risco, onde o acesso deve ser limitado exclusivamente a funções operacionais, não comportando atividades de entretenimento ou produção audiovisual. A corporação também citou diretrizes da ANAC que vedam o registro de imagens de infraestruturas e fluxos sensíveis à segurança da aviação civil.
Outro ponto crucial destacado pela Polícia Federal é a preservação da intimidade e da presunção de inocência dos cidadãos abordados, além da necessidade de resguardar técnicas e rotinas de investigação utilizadas na repressão a crimes. A PF reforçou ainda que não participa formalmente do programa “há anos” e negou qualquer conflito institucional com a Receita Federal sobre o tema.
Por outro lado, a produtora Moonshot rechaça os argumentos de risco à segurança. A empresa defende que, ao longo de sete temporadas produzidas desde 2016, a própria Polícia Federal aprovou as credenciais das equipes e nunca registrou qualquer incidente que comprometesse a operação dos aeroportos. O impasse coloca em xeque o futuro de um dos programas de docu-reality mais populares da TV fechada e do streaming.

