O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal nesta sexta-feira (15), durante a deflagração da Operação Sem Refino. A ação apura a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
Os agentes estiveram na residência de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
Segundo informações apuradas pela TV Globo, a ordem judicial foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, os detalhes da investigação não foram divulgados oficialmente. O advogado de Castro, Carlo Luchione, afirmou ao g1 que ainda não tinha conhecimento da motivação da ação da PF.
Atualmente, o governo do Rio de Janeiro está sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, após a renúncia de Castro ao cargo em março deste ano. O ex-governador deixou o posto um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento que terminou com sua inelegibilidade por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A saída de Castro abriu uma crise institucional no estado, marcada pela vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador. O STF ainda analisa se o próximo chefe do Executivo fluminense será escolhido por eleição direta ou indireta para cumprir o chamado mandato-tampão até o pleito regular de outubro. Mesmo inelegível, Castro articula nos bastidores uma possível candidatura ao Senado.
* Com informações do g1

