A estatal anunciou aumento de 18,6% no preço do combustível, com vigência a partir desta quinta-feira. Decisão ocorre em meio a pressões do mercado internacional e defasagem de 55% em relação à paridade de importação.
A Petrobras confirmou o reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. O litro passará de R$ 0,48 para R$ 0,57, representando acréscimo de R$ 0,05 por litro no custo final ao consumidor. A empresa afirma estar “comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente”.
Defasagem histórica
Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), os preços praticados pela estatal estavam, em média, R$ 1,15 abaixo da paridade internacional, com defasagens chegando a R$ 1,43 por litro, a depender do polo de distribuição.
O conselho de administração da Petrobras também aderiu à subvenção econômica, justificando que a medida é compatível com os interesses comerciais da companhia e preserva a flexibilidade na implementação de sua estratégia comercial.
Contexto internacional
O reajuste ocorre em um cenário de instabilidade global. O barril de petróleo chegou a ser negociado a US$ 72,68, após recuar de US$ 98,74 com o fechamento do acordo nuclear com o Irã e tensões no Estreito de Ormuz — rota de passagem de 20% do petróleo mundial.

