A CPMI do INSS retomou seus trabalhos nesta quinta-feira (19), com a sessão iniciando às 9h40. Durante o encontro, os parlamentares votaram requerimentos e programaram ouvir o depoimento de Artur Ildefonso Brotto Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado S.A.
Nesta quinta, também foram discutidos convites para Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, e Roberto de Oliveira Campos Neto, ex-presidente do BC. A comissão pretende, ainda, solicitar informações do senador Fabiano Contarato sobre transferências de sigilos fiscal, bancário, telefônico e telemático de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
A menos de dez dias do fim do prazo regimental, marcado para 28 de março, o presidente da CPMI cobrou oficialmente a prorrogação dos trabalhos. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) alertou que o silêncio sobre o pedido de extensão seria interpretado como omissão, enquanto a cúpula da comissão aguarda possível decisão do ministro André Mendonça, do STF, sobre mandado de segurança que permitiria ouvir mais envolvidos em empréstimos ilegais de consignados.
O colegiado, no entanto, enfrenta um cenário de esvaziamento. Decisões recentes do Supremo Tribunal Federal, como a concessão de habeas corpus aos depoentes, impediram a realização de duas sessões programadas, e divergências internas e resistência de setores do governo e da oposição têm dificultado a aprovação de requerimentos e o avanço sobre temas sensíveis.
O ritmo dos trabalhos também tem sido impactado pelo contexto político e pela explosão do caso do Banco Master, que deslocou a comissão para prioridades secundárias no Congresso. O senador Carlos Viana indicou na quarta-feira (18) que a leitura e votação do relatório final podem ocorrer na próxima semana, encerrando a apuração com os resultados possíveis diante das limitações enfrentadas.

