A Polícia Científica de Alagoas concluiu o laudo pericial sobre o acidente envolvendo um ônibus que transportava romeiros e deixou 16 mortos na rodovia AL-220, em São José da Tapera, no Sertão do estado. O documento descartou a hipótese de falha mecânica como causa da tragédia.
O acidente ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2026, quando o veículo retornava de Juazeiro do Norte (CE) e capotou no trecho conhecido como Povoado Caboclo.
De acordo com o laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística de Arapiraca, o ônibus estava em condições regulares de funcionamento, sem problemas mecânicos ou estruturais que pudessem ter provocado o acidente.
A perícia apontou que o fator determinante para o capotamento foi a perda do controle direcional do veículo. A análise foi coordenada pelo perito Gerard Deokaran, que explicou que a equipe utilizou cálculos de física e a análise do cronotacógrafo para entender a dinâmica do acidente.
Segundo os dados analisados, o ônibus trafegava a cerca de 100 km/h, velocidade acima do limite permitido na via, que é de 90 km/h, mas ainda abaixo da velocidade considerada crítica para provocar o capotamento naquela curva.
Os cálculos indicaram que o limite físico para que o veículo capotasse no local seria de aproximadamente 138 km/h, o que levou os peritos a descartarem a velocidade como principal causa da tragédia.
Diante disso, a investigação passa a considerar fatores humanos ou externos momentâneos que possam ter provocado a perda de controle do veículo.
Com o laudo concluído, o delegado Diego Nunes, responsável pelo caso no 43º Distrito Policial, deve ouvir novamente testemunhas e sobreviventes para confrontar os relatos com as informações técnicas da perícia. A investigação segue em andamento.

