O Instituto de Criminalística (IC) concluiu que a morte de uma mulher de 39 anos e do filho de 11, ocorrida em uma pousada de Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas, foi provocada por descarga elétrica. O laudo pericial foi finalizado e encaminhado à Polícia Civil nesta sexta-feira (5).
As vítimas, identificadas como Luciana Klein Helfstein e Arthur Klein Helfstein Alves, sofreram o choque elétrico no dia 4 de janeiro, enquanto estavam na área da piscina do estabelecimento. Mãe e filho chegaram a ser socorridos e levados para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiram.
De acordo com a perícia, a descarga teve origem em uma iluminação decorativa do tipo “varal de luzes”, instalada de forma irregular no entorno da piscina, em desacordo com normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Um plugue entrou em contato com o guarda-corpo metálico, energizando a estrutura com cerca de 220 volts, em um ambiente classificado como de alta criticidade.
O Instituto Médico Legal (IML) descartou afogamento e confirmou a eletroplessão como causa das mortes. Os laudos foram encaminhados à 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Matriz de Camaragibe, que segue investigando o caso e possíveis responsabilidades.

