Por óbvio, Arthur Lira deveria saber que a pressa é inimiga da transparência, principalmente quando se trata do Legislativo, o mais democrático de todos os poderes.
Ao dar a desnecessária celeridade à chamada PEC da Impunidade, o presidente da Câmara Federal só ajudou a confirmar a expectativa que – ainda – se tem sobre sua atuação como dirigente da Casa do Povo. Se ele não tiver cuidado, esta se torna a PEC do Arthur.
Confesso que muito me incomoda a judicialização da atividade política, notadamente das ações congressuais, mas considero muito pior transformar o mandato eleitoral num biombo para criminosos de toda ordem.
Aquilo que for do mandato deve ser amparado na imunidade parlamentar, mas não há de entender que assassinato, roubo e ameaça à vida de autoridades esteja no pacote a ser protegido pelo instrumento tão precioso da democracia.
O ideal seria que o próprio Congresso – e demais casas legislativas – tivesse a capacidade de se expurgar suas próprias excrescências.
Não tendo, que o Judiciário livre a sociedade do perigo de criminosos que buscam a atividade política para ser o que são – criminosos.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

