O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tende a ceder à pressão política e encaminhar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1 de trabalho diretamente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A decisão surge após o senador indicar, anteriormente, a intenção de submeter o texto a uma comissão especial, manobra que atrasaria a tramitação e foi vista como uma barreira institucional, gerando descontentamento entre os parlamentares.
O debate sobre o rito de tramitação tem sido central nos bastidores da Casa. Apesar de Alcolumbre ter defendido recentemente que o Senado não deve funcionar como instância de carimbo das decisões da Câmara dos Deputados, o Regimento Interno da Casa é claro quanto ao caminho das PECs. O artigo 356 estabelece que o parecer da CCJ é a etapa fundamental antes do envio ao plenário. Parlamentares argumentam que o rito específico para emendas constitucionais não prevê a criação de comissões especiais, o que torna o envio direto à CCJ o procedimento mais alinhado às normas internas vigentes.
Diante do impasse, o presidente do Senado marcou uma reunião com os líderes partidários para esta semana, buscando um consenso sobre a celeridade da proposta aprovada pela Câmara no último dia 27 de maio. A pressão por uma resposta rápida aos trabalhadores brasileiros tem forçado a liderança do Senado a reavaliar a estratégia de resistência. Caso Alcolumbre confirme o encaminhamento direto, a PEC ganha um caminho mais curto e objetivo para ser votada pelos senadores, encerrando uma das discussões mais polêmicas do atual período legislativo e atendendo ao apelo de diversos setores da sociedade.

