O cenário político de Alagoas atinge um nível de concentração de forças sem precedentes sob a articulação direta do governador Paulo Dantas e do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor. A aliança selada ainda em 2022 com Renan Filho e Renan Calheiros não apenas se manteve sólida, como expandiu suas bases de forma avassaladora após o fechamento da janela partidária. O grupo agora detém o controle de mais de 80% da força política do estado, reunindo 21 dos 27 deputados estaduais e o apoio de mais de 90 dos 102 prefeitos alagoanos, consolidando a maior frente suprapartidária desde a redemocratização.
No plano legislativo, a estratégia foi cirúrgica. O MDB formou um chapão que hoje abriga 17 parlamentares estaduais, com projeções otimistas de eleger uma bancada dominante entre 16 e 18 nomes. Somada à Federação Brasil, que dobrou de tamanho, a base governista encurralou a oposição, que conta atualmente com apenas seis deputados. A meta do grupo para o próximo pleito é audaciosa: eleger entre 20 e 22 deputados estaduais, garantindo uma governabilidade absoluta e a manutenção do controle da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas.
A nível federal, o MDB e o PSD estruturaram nominatas altamente competitivas, com potencial para garantir pelo menos quatro das nove vagas na Câmara dos Deputados, disputando ainda uma quinta cadeira dependendo das sobras eleitorais. Com dois dos três senadores e o comando da máquina estadual, PD e MV agora focam na organização interna para as convenções. O objetivo central é claro: garantir a reeleição de Renan Calheiros ao Senado e o retorno de Renan Filho ao Palácio República dos Palmares, mantendo o atual patamar de influência sobre as principais instituições do estado.

