O Parlamento da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira (20), a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. Após cerca de dez horas de debate, o texto-base foi aprovado por 135 votos favoráveis e 115 contrários, sem registros de abstenções.
Com alterações promovidas pelos deputados, entre elas a retirada de um artigo relacionado a licenças médicas, a proposta retornará ao Senado da Argentina, que já havia aprovado o texto anteriormente. A Câmara dos Deputados segue em sessão para votar pontos específicos do projeto.
Em publicação na rede social X, o governo argentino comemorou a aprovação, classificando a medida como “uma das reformas estruturais prometidas pelo presidente Javier G. Milei” e afirmando que a iniciativa busca “pôr fim a mais de 70 anos de atraso nas relações trabalhistas dos argentinos”.
O Executivo sustenta que a reforma deve estimular investimentos e ampliar a geração de empregos formais no país. Aliados do governo argumentam que a legislação trabalhista atual, em vigor desde 1974, necessita de modernização para acompanhar as transformações ocorridas no mercado de trabalho nas últimas cinco décadas.

