A decisão do PSDB alagoano de recorrer à Justiça Eleitoral contra o governador Paulo Dantas provocou reação imediata entre parlamentares aliados. A ação, apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), contesta uma publicação feita pelo chefe do Executivo estadual e solicita não apenas a exclusão do conteúdo, mas também a proibição de novas postagens de cunho semelhante.
O alvo da ação é uma postagem em que Dantas compara o desempenho de diferentes administrações em Alagoas, evocando o período em que o PSDB governou o estado — sob Teotônio Vilela Filho — e contrapondo aquela gestão a avanços registrados nos governos seguintes. O partido considera que a publicação vai além da crítica política legítima e pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada de natureza negativa.
Dois deputados entraram na disputa publicamente. Rafael Brito defendeu a pertinência da comparação entre gestões e resgatou dados do período em que o PSDB esteve no poder. Segundo ele, Alagoas enfrentava, à época, sérias deficiências em educação, segurança e infraestrutura, além de baixos salários para servidores e altos índices de violência.
Ronaldo Medeiros acompanhou o argumento e criticou o que chamou de tentativa de transformar o debate político em caso judicial. O parlamentar também listou problemas herdados de gestões anteriores, com destaque para a saúde, a educação e a ausência de investimentos estruturantes, como a construção de hospitais.
O episódio expõe o acirramento do cenário pré-eleitoral em Alagoas e revela como as disputas políticas têm migrado, cada vez mais, das redes sociais para os tribunais.

