Em um momento de extrema tensão global, o Papa Leão XIV fez um apelo dramático aos líderes mundiais neste sábado (11) para que encerrem a loucura da guerra. Durante uma vigília especial de oração na Basílica de São Pedro, o pontífice, que é o primeiro norte americano a chefiar a Igreja Católica, exigiu que as nações troquem o planejamento do rearmamento pela mesa do diálogo. O pronunciamento coincide com o encontro de cúpula entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã no Paquistão, que busca uma saída diplomática para o conflito que já se estende por seis semanas.
Com palavras vigorosas, o Papa criticou duramente a tentativa de utilizar a linguagem cristã e o nome de Deus para justificar ataques militares e discursos de morte. Leão XIV alertou que a ilusão de onipotência está tornando o cenário mundial imprevisível e perigoso, desestabilizando a família humana. Em seu discurso, ele mencionou o sofrimento de crianças em zonas de guerra e resgatou o legado de João Paulo II contra intervenções militares passadas, reforçando que Deus rejeita as orações daqueles que possuem as mãos sujas de sangue.
O posicionamento do pontífice é visto como uma resposta direta às declarações de membros do governo dos Estados Unidos que invocaram princípios religiosos para fundamentar operações contra o Irã. Ao clamar pelo fim da exibição de poder e da idolatria ao dinheiro, Leão XIV consolidou se como uma das vozes mais críticas à escalada bélica atual. A vigília no Vaticano simboliza um esforço moral para pressionar as potências envolvidas a respeitarem a vida e a buscarem a mediação como único caminho possível para a convivência pacífica global.

