O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse, nesta terça-feira (6/1), que vai acionar diferentes instâncias contra o atendimento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que caiu durante a noite e bateu a cabeça na cela localizada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro foi atendido pela PF, que negou a necessidade dele ser transferido para um hospital, o que foi questionado pela família do ex-presidente. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, atendeu à PF e negou a saída de Bolsonaro da prisão.
Para Cabo Gilberto, foi negado “atendimento médico adequado” ao ex-titular do Planalto, o que, segundo ele, “viola o Estatuto do Idoso”, já que ele tem mais de 70 anos. Mais cedo, o Partido Liberal (PL) também citou a idade de Bolsonaro e pediu a reconsideração do pedido de prisão domiciliar.
O líder da oposição disse que vai acionar órgãos nacionais, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), assim como instâncias internacionais, a exemplo da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Para o deputado, “é inaceitável” que um “líder nacional, sem condenação transitada em julgado e com endereço fixo, sofra restrições mais severas do que aquelas aplicadas a condenados por corrupção sistêmica”. O julgamento de Bolsonaro, no entanto, foi encerrado pelo STF em novembro e, com isso, decretado o trânsito em julgado.

