Mesmo durante o recesso legislativo, parlamentares de diferentes espectros políticos intensificam a mobilização para instalar uma CPI destinada a investigar o caso Master. A movimentação envolve tanto a oposição quanto integrantes da base do governo Luiz Inácio Lula da Silva, expondo a relevância do tema em Brasília.
Os deputados Rodrigo Rollemberg, Marcos Pollon, Carlos Jordy, Heloísa Helena e Fernanda Melchiona lideram a coleta de assinaturas. Atualmente, existem propostas para a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito tanto na Câmara quanto em formato misto, envolvendo também o Senado.
O estopim para a mobilização foi a investigação da Polícia Federal que revelou uma fraude estimada em R$ 12 bilhões. Diante dos indícios de irregularidades, a autoridade monetária brasileira determinou a liquidação extrajudicial da instituição financeira.
Além do montante bilionário, o caso ganha contornos políticos devido às relações de Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A oposição pretende utilizar os elos entre Vorcaro e a família do ministro Alexandre de Moraes como um ponto central de ataque à atuação do magistrado no Supremo Tribunal Federal.
O requerimento protocolado por Carlos Jordy menciona um contrato que teria sido firmado entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em nota oficial, o ministro Alexandre de Moraes enfatizou que sua esposa jamais atuou em qualquer operação envolvendo a aquisição entre o BRB e o Master perante o Banco Central.
Outra frente de investigação que os parlamentares pretendem explorar, caso o colegiado seja instalado, diz respeito à atuação do Banco Regional de Brasília no processo. O foco será entender a participação da instituição pública nas movimentações financeiras que estão sob suspeita da Polícia Federal.

