Em 2026, às vésperas da terceira edição, o programa Daqui pro Mundo se consolida como a maior política de intercâmbio da história de Alagoas. A iniciativa cresceu significativamente desde 2024, quando contou com 50 estudantes pioneiros, chegando agora a 150 participantes embarcando rumo a novas experiências.
Nesta reportagem especial, ganham destaque as trajetórias de Sara, João Gabriel, Daielly, Stella e do professor Simon, que participaram da imersão no Centre of English Studies (CES), na cidade de Worthing. O local, conhecido por sua arquitetura georgiana, também serviu de inspiração para Oscar Wilde criar a obra O Retrato de Dorian Gray.
Ao longo da experiência, os estudantes viram o sotaque alagoano se misturar naturalmente à gramática britânica. A escola, reconhecida pelo acolhimento, tornou-se um espaço de convivência entre diferentes nacionalidades, onde o inglês deixou de ser apenas uma disciplina e passou a ser uma ferramenta real de conexão.
Entre os participantes, Sara Ribeiro, de 18 anos, aluna de Palmeira dos Índios, encontrou em Worthing um ambiente que vai além dos estudos. Interessada em Sociologia, História e no universo de Harry Potter, ela enxergou no intercâmbio uma oportunidade de compreender melhor o comportamento humano e fortalecer seu sonho de se tornar psicóloga.
Já João Gabriel Gomes, natural de Branquinha, levou para a experiência sua paixão pela Física e pelos cálculos. Para ele, o intercâmbio representou uma imersão na comunicação global, com um método de ensino focado na conversação e na interação entre alunos de diferentes países.
Daielly Santos, de Arapiraca, enfrentou o medo desde o início, mas transformou essa insegurança em crescimento pessoal. Durante a vivência, aprendeu a valorizar seu próprio jeito de falar inglês e voltou com uma visão mais aberta sobre o futuro, além de novas amizades construídas ao longo da jornada.
Por sua vez, Stella Mirtes Gregório, de Igreja Nova, viu em Worthing uma oportunidade de explorar novas experiências e culturas. Apaixonada por Biologia, ela destacou o ambiente leve das aulas e a forma como o aprendizado acontecia de maneira dinâmica e acolhedora.
A experiência também foi marcada pela atuação do professor Simon Sena, monitor do grupo. Formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ele destacou o engajamento dos alunos e o impacto positivo da vivência, ressaltando a importância da iniciativa para democratizar o acesso ao conhecimento.
Ao retornarem ao Brasil, os estudantes se tornaram exemplos de uma juventude que amplia horizontes e rompe barreiras. Mais do que aprender um novo idioma, eles vivenciaram uma transformação pessoal que reforça o papel da educação como ponte para o mundo.

