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    O que esperar da relação entre EUA e Brasil após afago de Trump a Lula

    2025-09-24T08:30:52-03:000000005230202509

    Nova York e Brasília – Apesar dos gestos amistosos de Donald Trump em direção a Luiz Inácio Lula da Silva durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, realizada na última terça-feira (23), ainda persistem incertezas sobre os rumos da relação entre Estados Unidos e Brasil.

    Trump na ONU

    • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na 80ª Assembleia Geral da ONU na terça-feira (23), logo após Luiz Inácio Lula da Silva.
    • Na fala, Trump revelou ter concordado em encontrar Lula na próxima semana.
    • O líder norte-americano também deu sinalizações positivas ao presidente brasileiro. Segundo Trump, os dois possuem uma “excelente química”.
    • Apesar do afago a Lula, o presidente dos EUA voltou a criticar o Brasil. Segundo Trump, a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros é uma resposta à “censura”, “perseguição política” e “repressão”.

    Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dedicou parte de sua fala — que durou quase uma hora — à relação entre os EUA e o Brasil, além de comentar brevemente sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Trump revelou que teve um breve encontro com Lula nos bastidores do evento antes de subir ao púlpito. Segundo ele, o diálogo durou apenas 30 segundos, mas foi suficiente para estabelecer o que chamou de “excelente química” com o líder brasileiro. “Ele parece um homem agradável. Eu gosto dele, ele gosta de mim. Tivemos uma excelente química. Isso é um bom sinal”, declarou.

    Apesar das conhecidas oscilações retóricas de Trump, analistas interpretaram positivamente o gesto em relação ao presidente Lula. Vito Villar, especialista em política internacional, destacou que esse tipo de abordagem é típica do norte-americano: “Essa é uma estratégia antiga do Trump. Ele critica e depois dá um afago, para se posicionar melhor na mesa de negociação. Mas ele abriu esse diálogo.”

    Entretanto, nem tudo foi sinal de aproximação. Trump aproveitou a tribuna para criticar o Brasil, especialmente em relação à tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros. De acordo com ele, a medida tem sido usada como ferramenta de defesa dos interesses dos EUA frente a países que, em suas palavras, “se beneficiaram dos Estados Unidos por décadas”. Ainda assim, o presidente norte-americano associou a tarifa ao cenário político brasileiro, citando “censura, repressão, corrupção e perseguição política” — em uma possível referência indireta à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Diante dessas declarações contraditórias, especialistas pedem cautela. O professor de direito internacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avalia que não se deve esperar mudanças concretas na postura dos EUA. Segundo ele, os ataques à democracia brasileira e o avanço sobre recursos estratégicos, como as terras raras, devem continuar sendo pontos de tensão nas relações bilaterais. “Não acho que o presidente Trump vá aliviar alguma posição em relação ao Brasil”, concluiu.

    Governo Lula celebre, mas com precaução

    Assim como os presentes na Assembleia Geral da ONU, o governo Lula também foi pego de surpresa pelas declarações de Donald Trump. Apesar das críticas anteriores, os elogios feitos pelo presidente norte-americano acabaram ganhando mais destaque.

    Inicialmente, o Palácio do Planalto confirmou apenas que houve um breve contato entre os dois líderes nos bastidores do evento, classificando o momento como uma “interação amistosa”, com uma sinalização de possível encontro na semana seguinte.

    A postura cautelosa do governo brasileiro se deve ao contexto delicado em que as falas ocorreram — um dia após os Estados Unidos ampliarem sanções contra autoridades brasileiras, já durante a estadia de Lula em Nova York.

    De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, integrantes da gestão avaliam que as declarações de Trump foram recebidas como uma “grata surpresa”. Ainda assim, a diplomacia brasileira pretende agir com prudência.

    O Itamaraty deve seguir todos os protocolos necessários para articular a reunião entre os dois presidentes, a fim de evitar qualquer desconforto diplomático — como o ocorrido no início do ano com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

    Possível conversa

    Apesar do encontro entre Lula e Trump ter durado apenas cerca de 30 segundos, o presidente norte-americano afirmou que ambos chegaram a um entendimento para marcar uma reunião na próxima semana.

    Entretanto, segundo o chanceler Mauro Vieira, o contato entre os dois líderes ocorrerá por telefone, devido a incompatibilidades na agenda de Lula. Até o momento, nem o governo brasileiro nem a Casa Branca divulgaram uma data ou horário oficial para a conversa.

    De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Amanda Roberson, Trump estaria disposto a discutir com Lula a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros. No entanto, ela evitou comentar se essa negociação seria desvinculada de fatores políticos.

    A cautela da Casa Branca se deve ao fato de que, ao anunciar a medida em junho, Trump associou a imposição da tarifa ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, numa tentativa de exercer pressão para evitar sua condenação — uma postura considerada pelo governo brasileiro como uma interferência inaceitável.

    Durante sua fala de abertura na Assembleia Geral da ONU, o presidente Lula reforçou que democracia e soberania nacional não estão em pauta para negociação. A fala serviu como uma resposta direta às tentativas de condicionar relações comerciais a questões internas do Brasil.

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