Na reta final do primeiro turno, o deputado estadual Davi Davino Filho (PP) foi bombardeado – literalmente. Os ‘ataques’ partiram principalmente das campanhas de Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) e JHC (PSB).
Naquele momento, Davi era o nome a ser batido. E foi. Apesar da brilhante estratégia, a equipe de campanha do candidato do Progressistas não conseguiu ligar com a enxurrada de fake news nas redes sociais e em alguns veículos de comunicação.
Davi não passou para o segundo turno, mas ‘plantou’ o sentimento de ‘mudança’. Ele foi o primeiro a efetivamente ‘desconstruir’ a aliança entre o atual prefeito da capital, Rui Palmeira (sem partido) e o governador Renan Filho (MDB).
Na segunda-feira, 16, pouco depois de divulgado o resultado da eleição do primeiro turno em Maceió, Davi confidenciou para alguns interlocutores: “JHC será eleito. Acendemos o sentimento de mudança”.
Ainda assim, Davi recusou a oferta de cargos de Renan Filho e JHC e decidiu se manter neutro no segundo turno.
Recusar cargos não é muito comum nos meios políticos de Alagoas. Mas ao fazer isso, Davi Davino Filho mostra que tem planos maiores para o futuro.
Erros e desencontros
Alfredo Gaspar enfrentou o desafio de ser candidato pela primeira vez. Perdeu, anote, para as próprias escolhas.
A troca de marqueiro no meio do primeiro turno foi um reflexo de uma série de erros e desencontros desde que ele decidiu ser candidato.
Nos meios o que se diz é que ele poderia escolher Renan Filho ou Renan Filho, mas nunca os dois. Outro erro, tenho ouvido falar, foi ‘levar’ Rui Palmeira e Renan Filho para o palanque.
Mas não foi só. A mudança de perfil, de ‘pulso firme’ para um perfil mais popular e jovial não parece ter se encaixado bem na imagem que Alagoas tinha do ex-Procurador Geral de Justiça.
O candidato também enfrentou problemas internos na gestão de sua campanha.
Apesar disso, sai grande das urnas. E tem um caminho pela frente – e tempo para percorrê-lo – na política.
Mudança
O sentimento levado as ruas no primeiro turno da eleição de prefeito em Maceió se fortaleceu no segundo turno, beneficiando diretamente JHC, que apostou na polarização contra o ‘continuísmo’ colando ainda mais a imagem de Alfredo Gaspar em Rui Palmeira.
Agora vem a parte mais complicada. Mudar de fato. A seu favor, o prefeito eleito tem o resultado das urnas e terá pelo de três a quatro meses pela frente para dar uma nova cara a gestão. E a lua de mel com as urnas e as ruas vai ajudar. JHC começou bem na Câmara de Vereadores de Maceió, onde já tem maioria. Agora precisa acertar na formação de sua equipe e no anúncio das primeiras medidas. Mas essa é outra história.
Fonte – Blog do Edivaldo Júnior

