As filas “físicas” nos postos de Saúde de Maceió não existem mais, garante o secretário José Thomaz Nonô. Ele confirma que a imagem veiculada na propaganda eleitoral – de uma fila – era real, mas foi pontual:
– Foi o resultado do retorno das atividades mais ou menos normais. Era a demanda reprimida, acumulada durante a pandemia, mas já resolvemos a questão.
Alvo da maior parte das críticas dos candidatos a prefeito de Maceió, este ano, Nonô atribui os ataques aos marqueteiros contratados:
“A realidade de Maceió na área de Saúde, hoje, é diferente da grande maioria das capitais brasileiras. Apenas em Curitiba e aqui a avaliação do setor é positiva junto à população. Criticar a saúde não dá mais voto em Maceió”.
Convidado do Ricardo Mota Entrevista desta semana, José Thomaz Nonô analisa cada uma das críticas apresentadas no guia eleitoral pelos candidatos a prefeito.
Confirma, por exemplo, a baixíssima cobertura do PSF na capital de Alagoas, uma das menores do Nordeste, mas justifica a situação pelo alto custo de cada equipe, com remuneração muito superior aos demais servidores da Saúde, além do repasse, cada vez menor, do governo federal para o programa.
Ele faz pelo menos uma afirmação surpreendente sobre a interferência dos vereadores nos posto de Saúde de Maceió.
Nonô confirma que eles indicam técnicos para chefiar as unidades de Saúde, mas garante que cobra eficiência: “Quando isso não se confirma, nós trocamos a direção do posto. Em alguns casos, já mudamos até cinco vezes a direção de uma unidade”.
Eis que vem o arremate: o secretário de Saúde garante que “os vereadores não marcam consultas”.
Exames, medicamentos, reforma do PAM Salgadinho, contratualização, eleições, tudo entrou na conversa.
Fonte – Blog do Ricardo Mota

