O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve passar estes últimos dias antes do segundo turno no Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral. A agenda do candidato à reeleição inclui visitas nesta quinta-feira a Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e à Zona Oeste carioca, repetindo destinos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste mês de outubro. A diferença é que, na capital, ao invés de Padre Miguel, ele vai esta tarde a Campo Grande, o bairro mais populoso da cidade, cujos locais de votação têm aproximadamente 255 mil pessoas aptas a voltar às urnas no domingo que vem — fosse um município, estaria entre os 80 maiores colégios eleitorais do país.
O comício em Campo Grande está marcado para a partir das 16h, na Praça da Igreja de Nossa Senhora do Desterro. Antes, pela manhã, ele participa de uma moto-carreata prevista para sair às 11h do Lote XV, em Belford Roxo, em direção ao Centro de São João de Meriti, onde faz comício na Praça da Matriz, por volta das 12h30. Já na sexta-feira, ele participa do debate da Rede Globo e, no sábado, deve continuar na cidade do Rio, com eventos no Aterro do Flamengo e na Barra da Tijuca.
Em Belford Roxo (onde teve 54,79% dos votos no primeiro turno, contra 38,9% de Lula), ele vai ao único enclave da região com um prefeito que declarou apoio aberto a seu adversário. É Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (União), que em 10 de outubro surpreendeu ao pender oficialmente para o lado petista. Sem o político para recebê-lo, ele deve ser recepcionado pelo deputado estadual Márcio Canella (União), o mais votado para Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) este ano. Caberá ao parlamentar tentar neutralizar a influência de Waguinho, historicamente um aliado próximo a ele, do qual já foi vice-prefeito.
Já em São João de Meriti (onde teve 54,3% dos votos, frente a 38,93 do petista), Bolsonaro encontrará um terreno menos minado, já que o prefeito, Dr. João, é seu apoiador e assinou este ano sua filiação ao PL.
Fonte – Extra
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