O deputado federal (PL-MG) afirmou, nesta quarta-feira (18/2), que vai acionar o contra a escola de samba . A reação ocorreu após o desfile da agremiação apresentar fantasias que retratavam “neoconservadores” dentro de latas, durante homenagem ao presidente (PT).
A ala, que trazia integrantes caracterizados como famílias “em conserva”, gerou críticas de parlamentares da oposição e de setores evangélicos alinhados ao ex-presidente (PL). Nas redes sociais, políticos compartilharam montagens em protesto contra a representação.
Segundo Nikolas Ferreira, a alegoria ultrapassou os limites da crítica política e configurou intolerância religiosa. Ele atribuiu responsabilidade ao presidente da escola, Wallace Palhares, apontado pelo parlamentar como “autor intelectual” da encenação.
“Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Já a intolerância religiosa é crime”, declarou o deputado ao criticar a ala que, segundo ele, retratou cristãos como se fossem “algo a ser descartado”.
A seccional da também se posicionou sobre o caso. Em nota assinada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIRE) e pela Comissão Especial de Advogados Cristãos, a entidade classificou a apresentação como “prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”. As comissões argumentam que a encenação fere o artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal, que garante a liberdade de consciência e de crença.
Procurada, a Acadêmicos de Niterói informou que as fantasias representavam “neoconservadores” — grupo que, segundo a escola, atua de forma contundente contra pautas defendidas por Lula, como privatizações e o fim da escala de trabalho 6×1.

