Após as vitórias do filme O Agente Secreto e do ator brasileiro Wagner Moura no Globo de Ouro, alguns perfis da militância de direita reagiram criticando tanto o ator quanto o longa e os prêmios nas redes sociais.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme conta a história de um professor de tecnologia, interpretado por Wagner Moura, que foge da repressão da ditadura militar em São Paulo para o Recife em 1977, buscando paz e um recomeço, enquanto enfrenta as dificuldades impostas pelo país.
Grande parte das críticas se concentra no uso de recursos públicos para a produção do filme. De fato, O Agente Secreto recebeu um incentivo do governo brasileiro de R$ 7,5 milhões, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine, aprovado em fevereiro de 2024. A produção também poderia receber mais R$ 4 milhões para distribuição nacional, mas optou por não utilizar esse recurso.
Além do investimento brasileiro, os governos da França, Alemanha e Holanda destinaram cerca de R$ 14 milhões à realização do longa, somados a aproximadamente R$ 5 milhões da iniciativa privada.
No discurso de premiação, Wagner Moura exaltou o momento do cinema brasileiro e destacou a importância de políticas de incentivo à cultura. O ator, crítico ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à retirada de certos incentivos culturais, afirmou que “cultura e democracia andam juntas”. Ao final, em português, comemorou junto ao público: “Para todo mundo no Brasil, assistindo isso agora, viva o Brasil! Viva a cultura brasileira!”

