O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, marcou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no processo em que ele é acusado de coação no curso do processo.
A oitiva será realizada por videoconferência, e o ex-parlamentar não é obrigado a comparecer. Atualmente nos Estados Unidos, Eduardo perdeu o mandato na Câmara dos Deputados do Brasil após acumular faltas nas sessões deliberativas.
Antes de agendar o depoimento, Moraes determinou a notificação por edital, já que o ex-deputado não foi localizado nem apresentou defesa particular. Diante disso, o ministro autorizou que a Defensoria Pública da União (DPU) atue em sua defesa.
A ação penal teve início após o STF aceitar, por unanimidade, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação apurou a atuação de Eduardo junto ao governo dos Estados Unidos, com o objetivo de pressionar autoridades brasileiras, incluindo medidas como tarifas sobre exportações e restrições a vistos de integrantes do governo e do Judiciário.
No fim de 2025, a Mesa Diretora da Câmara decidiu pela cassação do mandato do ex-deputado, com base no elevado número de ausências. Segundo dados oficiais, Eduardo Bolsonaro faltou a 56 das 71 sessões realizadas naquele ano, o equivalente a 79% do total.

