O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta feira (02) a ampliação do perímetro de restrição para voos de drones nas proximidades da residência do ex presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A área de proibição, que antes era de 100 metros, foi estendida para um raio de 1 quilômetro. A decisão atende a um pedido do Batalhão de Aviação Operacional (BavOp) da Polícia Militar, que apontou a necessidade de maior rigor para evitar o monitoramento indevido e garantir a segurança durante o período de prisão domiciliar do ex mandatário.
Com a nova medida, a Polícia Militar está autorizada a abater e apreender qualquer equipamento que invada o espaço aéreo delimitado, além de realizar a prisão em flagrante dos operadores. Moraes justificou a ampliação citando o avanço tecnológico das aeronaves remotamente pilotadas, que possuem câmeras de alta resolução capazes de captar imagens detalhadas a longas distâncias, o que comprometeria a privacidade e a efetividade das medidas cautelares impostas. A vigilância da área será mantida de forma intensiva pela PMDF pelos próximos 90 dias.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão devido à condenação na ação penal que investigou a trama golpista de 8 de janeiro. No momento, ele se encontra em regime de prisão domiciliar humanitária temporária para se recuperar de uma broncopneumonia, após ter recebido alta hospitalar na última semana. Entre as regras impostas pelo STF para a manutenção do benefício estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de utilizar redes sociais e restrições rigorosas quanto ao recebimento de visitas e comunicação externa.

