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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Mineração clandestina de criptomoedas causa prejuízo de R$ 750 mil e danos ambientais em Alagoas
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    Mineração clandestina de criptomoedas causa prejuízo de R$ 750 mil e danos ambientais em Alagoas

    Uma operação da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou um esquema de mineração irregular de criptomoedas que provocou prejuízo estimado em R$ 750 mil à concessionária de energia elétrica e causou impactos ambientais e sociais no município de Porto Real do Colégio, no Baixo São Francisco. O valor corresponde ao furto de energia registrado ao longo de cerca de cinco meses.

    Segundo a delegada Bárbara Porto, da Diretoria de Inteligência da PCAL, quatro fazendas de mineração de criptoativos funcionavam de forma clandestina. Embora a atividade de mineração não seja ilegal no Brasil, as práticas identificadas configuraram crimes. Técnicos da Equatorial constataram o desvio direto de energia da rede pública, além de ligações improvisadas que sobrecarregavam o sistema elétrico local.

    Os reflexos foram sentidos pela população da zona rural. Moradores relataram quedas frequentes de energia, queima de eletrodomésticos, curtos-circuitos e até incêndios em transformadores. A operação contínua das máquinas, que funcionavam 24 horas por dia, comprometeu a segurança da rede e a qualidade do fornecimento elétrico na região.

    Além dos prejuízos econômicos, a investigação apontou danos ambientais significativos. As fazendas utilizavam água do Rio São Francisco para o resfriamento dos equipamentos, sem autorização dos órgãos ambientais ou permissão legal para uso dos recursos hídricos, em desacordo com a legislação ambiental vigente.

    Outro problema relatado pelos moradores foi o ruído constante gerado pelos sistemas industriais de ventilação e resfriamento, que afetava diretamente o bem-estar de quem vive próximo aos imóveis utilizados para a atividade clandestina.

    Durante a operação, não houve prisões, já que os responsáveis não estavam nos locais no momento da fiscalização. A Polícia Civil informou que os equipamentos eram instalados em imóveis alugados, com moradores recebendo valores mensais para ceder espaço, muitas vezes sem pleno conhecimento da ilegalidade. Parte deles acreditava que a atividade era regular, após consultas superficiais na internet.

    Foram apreendidas dezenas de máquinas de mineração, além de cabos e fiações utilizadas no furto de energia. As investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis pelo esquema e apurar outros possíveis crimes, como sonegação fiscal, danos ao erário, crimes contra o sistema tributário e lavagem de dinheiro.

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